DIÁRIO DE BORDO

JANAYNA ALMEIDA:

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JanaynaAlmeida

 

Vou contar um pouco da minha experiência com o projeto “Um Novo Olhar Sobre Salvador”, diferente das outras pessoas eu não tive tantos momentos bons dentro desse roteiro. As experiências se tornaram cansativas e causavam medo, pois a cada esquina a falta de segurança pública em Salvador é extremamente perceptível. Alguns dos locais são de difícil acesso, são de tamanho fedor e sujeira que causavam ânsia. A Barra é um lugar bonito se visto das belas fotografias, mas os detalhes são assustadores. Algumas das pessoas responsáveis por nos apresentar os espaços não tinham preparo, eram apresentações rasas. O projeto me fez repensar bastante sobre a vinda dos Portugueses para o Brasil, a colonização ainda tem forte influência nos dias de hoje e a maioria delas negativas. Nós, brasileiros somos ricos em culturas, mas pobres em embasamento sobre a mesma. Eu, que fui criada em um país europeu noto a diferença no primeiro contato com as pessoas e lugares. Os olhares são discriminatórios e tive que ter bastante pulso. Não me senti confortável inúmeras vezes por ser impedida de tirar fotos com os monumentos históricos pela falta de proteção para conosco, mas em contrapartida era visível a proteção exacerbada com os turistas. “Um Novo Olhar Sobre Salvador” é realmente um tema instigante, mas cada pessoa enxerga as coisas da sua forma. Salvador é uma cidade linda e marcante. Alguns lugares me deixaram surpresa pois são tesouros que eu nunca imaginei que pudesse existir. Agradeço aos Orientadores deste belíssimo projeto, ainda que bastante complexo, mas enriquecedor. Vale ressaltar que somos donos de coisas espetaculares, mas pra que nós nos tornassemos donos de tudo isso, muitas pessoas lutaram, sofreram e morreram. Em cada detalhe há sofrimento mas também há vitória. Eu concluo com a sensação de “Quero Mais” pois estou em constante estado de aprendizado e pretendo não parar.

 

MOACIR DA SILVA:

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Moacir da Silva

Tive a honra de conhecer o Forte São Diogo, localizado no alto de Santo Antônio da Barra, o atual bairro da Vitória, em Salvador.

O Forte São Diogo foi construído com o intuito de impedir o desembarque de qualquer inimigo naquele acesso ao sul de Salvador, na cidade Baixa. Agia juntamente com o Forte de Santa Maria.

Na nossa visita ao Espaço Carybé de Arte, encontramos uma estrutura totalmente tecnológica, que envolve seus visitantes. Logo na entrada encontramos duas guias que nos ajudaram a conhecer melhor o local. Quando adentramos o espaço a primeira coisa que vimos foram várias ilustrações do artista Carybé, e no mesmo local, você pode fazer obras de arte virtualmente.

É um local muito interessante e curioso, vale a pena conhecer.
Seus dias de funcionamento são: segundaquartaquinta e sexta (10hàs 17h), sábado e domingo (11hàs 19h). Funcionamento gratuito todas as QUARTAS.

 

 

 

ANA CAROLINA MACHADO & LOUISE REIS:

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Ana Carolina Machado
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Louise Reis

Tivemos o prazer de conhecer o Museu Náutico da Bahia localizado no forte de Santo Antônio da Barra, popularmente conhecido como Farol da Barra. Sem dúvidas, dos pontos que pegamos é o mais rico em história e nos permite o mais belo visual.
O museu traz consigo informações sobre a hidrografia, navegações, naufrágios e sinalização náutica. Possui também algumas peças da arqueologia submarina, maquetes, linhas do tempo, mapas antigos e conjuntos arquitetônicos militares, que é a principal atração. Fomos recebidos por guias e marinheiros que nos acompanharam num tour pelo Museu, onde tivemos uma aula de campo muito divertida. Nesse passeio pelo Museu, vocês também conseguem subir no ponto mais alto do farol, que tem uma vista incrível onde tivemos a oportunidade de assistir o pôr do sol. Um passeio gratuito apenas para os estudantes da escola pública fardados,  aos demais a inteira é 15,00 reais. e a meia 7,50 para menores e idosos. Vale a pena o passeio!

 

ELIAS ALMEIDA:

 

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Elias Almeida

Espaço Pierre Verger – Forte Santa Maria
O Forte de Santa Maria, no Porto da Barra, foi construído a partir de 1614 com projeto do engenheiro-mor e dirigente das obras de fortificação do Brasil, Francisco de Frias da Mesquita. Sua fachada ainda exibe o emblema do Império do Brasil. Foi tombado pelo Iphan, em 1938, e é administrado pela Marinha. Desde maio de 2016, abriga o Espaço Pierre Verger da Fotografia Baiana, onde destaca o trabalho do fotógrafo francês. A mostra permanente está dividida em seis eixos principais: Retratos (as primeiras fotografias feitas na Bahia, retratos de personalidades importantes), Paisagens urbanas (registros de ruas, bairros e marcos da cidade), Cultos Afro-brasileiros (flagrantes de momentos cerimoniais), Interior da Bahia (projeção de imagens editadas e musicadas), Cenas do cotidiano (fotos de capoeira, carnaval e festas populares), e Fotografia Contemporânea (ensaios de outros fotógrafos). Onde (endereço): Avenida Sete de Setembro, s/n – Forte de Santa Maria – Salvador/BA Horário funcionamento: De quarta à segunda, das 11h às 19h. Quarta-feira o acesso é gratuito.

 

 

ASPECTOS GEOGRÁFICOS

 

  • A Barra é um bairro de Salvador, capital da Bahia, localizado na extremidade da península da cidade (ao sul); pertence a Região Administrativa VI, de mesmo nome. Possui uma localização geográfica única no mundo, onde é possível ver tanto o nascer quanto o pôr-do-sol no mar, pois ocupa o vértice da península em que está a cidade. É banhada pelo Oceano Atlântico de um lado e de outro está a Baía de Todos os Santos em sua parte interna. E preserva em sua paisagem um acervo histórico e arquitetônico valioso para o Brasil, sendo o Farol da Barra seu ícone mais famoso, ao lado dos fortes de Santa Maria e São Diogo. Suas praias, o Porto da Barra e o Farol da Barra, são frequentadas por diferentes públicos, que se desdobram em suas areias e águas calmas e cristalinas, boas para a prática do mergulho e esportes náuticos.

Até os anos ’60, as praias da Barra eram as mais populares de Salvador e ainda são muito freqüentadas. Hoje, é um dos bairros mais agitados da cidade, com intensa vida noturna e praias iluminadas. O Porto da Barra foi considerado uma das melhores praias do mundo pelo CNN.

  • Neste prójeto, nos foi solicitado, fazer uma carta geográfica referente aos locais supracitados nos ‘aspectos históricos’. Você pode conferir logo abaixo:

 

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Apresentação

Alunos: Ana Carolina, Louise Reis, Janayna Almeida, Moacir da Silva, Elias Almeida.

Olá leitor, antes de tudo permita a nossa apresentação, somos alunos do terceiro ano do Colégio Estadual Thales de Azevedo –Sala 3m2- e estamos imensamente gratos pela sua visita ao nosso site.

Neste período do ano estamos participando de um projeto denominado “Um novo olhar sobre Salvador” que consiste em etapas de visitação de determinados locais históricos, pesquisas de campo para algumas matérias, apresentações etc.

Estamos na etapa de construção de um site web onde os devidos alunos devem publicar conteúdos que  foi solicitado anteriormente pelas coordenadoras do projeto.

Bom, você está em um blog didático e nesta seção “Orla 2” você irá encontrar: aspectos históricos, aspectos geográficos e aspectos culturais referentes a Barra localizada em Salvador BA, e o Diário de Bordo de cada um dos componentes deste grupo onde você poderá  ler o registro dos acontecimentos mais importantes da nossa experiência.

ASPECTOS HISTÓRICOS

 

 

BARRA: O bairro localiza-se na entrada da Baía de Todos os Santos e tem mais de 500 anos de história. Aqui começou a colonização portuguesa da cidade. Em 1501, o padrão de posse português foi instalado no local do atual Farol da Barra.

Em 1549, Thomé de Sousa desembarcou no Porto da Barra para fundar a primeira capital do Brasil. O bairro possui três fortes históricos e uma das igrejas mais antigas da Cidade: a Igreja de Santo Antônio da Barra.

Com o naufrágio do Galeão Sacramento, no século XVII, constrói-se o Farol da Barra no intuito de orientar os navegantes, tornando-se, depois, um dos marcos da cidade de Salvador. No início do século XX, a Barra era zona de veraneio da burguesia soteropolitana, tornando-se, na década de 60, um dos pontos de encontro de tropicalistas e hippies. Hoje, o bairro da Barra possui moradias, comércio, bares, praias, patrimônios históricos e faz parte do circuito oficial do carnaval.

  • -FAROL DA BARRA – FORTE DE SANTO ANTÔNIO DA BARRA
    Localizado dentro do Forte de Santo Antônio da Barra, o Farol é o maior cartão postal da Barra, talvez da cidade de Salvador – disputa apenas com o Elevador Lacerda – e, ainda hoje, guia os navegantes que percorrem as águas ao alcance da sua luz. O Farol marca, imponente, a divisão da cidade em duas: a banhada pelas águas abertas do Oceano Atlântico, de praias agitadas e faixas largas de areia, e a banhada pelas águas calmas da Baía de Todos os Santos. O Farol da Barra foi o primeiro de todo o continente americano, tendo sido acrescentado ao Forte de Santo Antônio da Barra no final do século XVII. Em frente a ele, o Edifício Oceania (construído em 1942) é um belo exemplar da arquitetura moderna da cidade. O Forte de Santo Antônio da Barra, tombado pelo patrimônio nacional, é uma construção dos séculos XVI e XVII. Teve um papel importante na luta contra a invasão holandesa, na guerra da Independência e na Sabinada. Atualmente, o forte abriga o Museu Náutico da Bahia que guarda histórias e lembranças de navios naufragados na costa baiana, além de um acervo constituído de mapas, equipamentos de navegação, maquetes de antigas naus e caravelas portuguesas e espanholas. Essa fortificação foi iniciada pelo primeiro donatário da Capitania da Bahia, Francisco Pereira Coutinho, em 1536, tendo originalmente forma de torre com dez lados. Ampliado e reformado entre 1583 e 1587 por Manoel Teles Barreto, sofreu alterações entre 1602 e 1702, inclusive ganhando seu terrapleno.
Farol Santo Antônio da Barra: FAROL FONTE: Moacir da Silva
Farol Santo Antônio da Barra: Atalho FONTE: Ana Carolina Machado
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Farol Santo Antônio da Barra: Atalho FONTE: Louise Reis

 

 

 

 

 

 

 

 

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Farol Santo Antônio da Barra: Componentes do projeto visitando o local. FONTE: Anoni
  • -FORTE DE SANTA MARIA

Construído na antiga Vila Velha em pequena saliência sobre arrecifes, tem a sua construção datada do século XVII, sofreu reformas no século seguinte. Ao alto da entrada, o emblema do Brasil Império. Ao lado da porta, uma lápide que diz: “Aqui desembarcaram aos 9 de Maio de 1624 os hollandezes commandados por Albret Shouten e aos 30 de Março de 1625 as primeiras tropas restauradoras de Fradique de Toledo Osório. 19.I.G.+H.B.38.” Próximo dali, avistamos a herma de Stefan Sweig. Há alguns anos, funcionava, no largo em frente ao forte, uma feira de venda de peixes depois desativada.

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Forte Santa Maria: Exposição de quadros. FONTE: Ana Carolina Machado
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Forte Santa Maria: Parte frontal. FONTE: Anonimo
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Forte Santa Maria: Interior. FONTE: Louise Reis

 

 

 

 

 

 

 

 

  • FORTE DE SÃO DIOGO
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    Forte São Diogo: Monumento. Fonte: Google

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    Forte São Diogo: Paisagismo. FONTE: Moacir da Silva

 

Graciosamente construído na borda do morro de Santo Antônio, na antiga Vila Velha, quase encoberto, tomou parte ativa nos combates contra os holandeses, em 1624 e 1625. A sua edificação remonta ao século XVI. Ao alto da entrada, vê-se o emblema do Brasil Império. Bem em sua frente, encontramos o monumento comemorativo do desembarque de Tomé de Souza no Brasil.

O “Forte de São Diogo” localiza-se na cidade do Salvador, estado da Bahia, no Brasil.

Situa-se na atual Praça Azevedo Fernandes, no bairro da Barra, no sopé do morro de Santo Antônio, do lado direito da praia do Porto da Barra, local onde anteriormente existiu o Castelo do Pereira. Próximo ao forte também se situam a Igreja de Santo Antônio da Barra e o Instituto Mauá, este já na Avenida Sete de Setembro.

No período colonial, tinha como função impedir, com o apoio do Forte de Santa Maria, um eventual desembarque inimigo naquele acesso ao sul da cidade, então capital do Estado do Brasil.

A sua construção remonta ao período da Dinastia Filipina (1580-1640), sob o reinado de Filipe III de Espanha (1598-1621), sendo Governador Geral do Estado do Brasil D. Diogo de Meneses Siqueira (1609-1613), com planta do Engenheiro-mor e dirigente das obras de fortificação do Brasil, Francisco de Frias da Mesquita (1603-1634). Em iconografia de João Teixeira Albernaz, o velho (Planta da Cidade de Salvador, 1616) figura como “Estância de São Diogo”.

Foi ampliado e transformado num forte com a função de impedir o eventual desembarque no único porto seguro existente na entrada da baía de Todos os Santos, alvo de eventuais invasores que pretendessem atacar a cidade pelo lado sul.

No contexto das Invasões neerlandesas no Brasil foi reconstruído a partir de 1626, durante o Governo Geral de Diogo Luís de Oliveira (1626-1635), resistindo, ainda em obras, ao ataque de abril-maio de 1638 do conde Maurício de Nassau (1604-1679). (BARRETTO, 1958:172)

O século XVIII

A fortificação sofreu alterações no seu traçado a partir de 1704, que lhe conferiram a atual estrutura orgânica, em que o terrapleno acompanha a linha da base do morro, cortado para a sua edificação.

Foi reinaugurado em setembro de 1722, quando passou a contar com uma bateria de 7 peças de artilharia. De acordo com iconografia de José António Caldas, apresenta o traçado de um meio reduto circular aberto com parapeitos à barbeta. Sobre o terrapleno ergue-se edificação de dois pavimentos abrigando as dependências de serviço – Casa de Comando, Quartel da Tropa, Casa da Palamenta e outras. (“Planta, e fachada do forte de S. Diogo”. In: Cartas topográficas contem as plantas e prospPlanta e perspectiva do Forte de São Diogoectos das fortalezas que defendem a cidade da Bahia de Todos os Santos e seu reconcavo por mar e terra, c. 1764. Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa)

Esteve guarnecido com 1 Capitão comandante e 2 soldados artilheiros, e artilhado com 5 peças de ferro do calibre 12 libras e 2 de bronze do calibre 8, (BARRETTO, 1958:173) presumivelmente em meados do século XVIII.

O século XIX

No contexto da Questão Christie (1862-1865), o “Relatório do Estado das Fortalezas da Bahia” ao Presidente da Província, datado de 3 de agosto de 1863, dá-o como reparado, (ROHAN, 1896:51) citando:

Naquele ano (1863) encontrava-se ocupado pela Companhia de Inválidos. (MATTOS, 1864:S6-05). Passou por novas reformas, nas canhoneiras e parapeitos, em 1875, 1883 e 1886. (GARRIDO, 1940:86) SOUZA (1885) informa que mantinha, à época (1885), 4 peças de artilharia, nas muralhas abandonadas. (Op. cit., p. 93)

O século XX

À época da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), o forte encontrava-se desarmado em 1915, e à da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), abandonado em 1940. (GARRIDO, 1940:86) BARRETTO (1958) adita que à época (1958), o Círculo Militar ocupava uma das dependências do forte.

Atualmente, o forte encontra-se restaurado e aberto ao público, convertido em Centro Cultural, com programação regular de eventos. A sua guarnição apresenta-se trajada com o uniforme histórico do 1.º Regimento de Infantaria da Bahia, dentro do projeto de revitalização das Fortalezas Históricas de Salvador, da Secretaria de Cultura e Turismo em parceria com o Exército Brasileiro.

Para os aficcionados da telecartofilia, sua fachada e acesso ilustram um cartão telefônico da série Fortes de Salvador, emitida pela Telebahia, em junho de 1998.

Características arquitetônicas:

Exemplar de arquitetura militar, abaluartado, de tipo italiano. Apresenta planta irregular. Em seu terrapleno ergue-se a casa de comando com dois pavimentos. É acedido por Portão de Armas encimado por brasão de armas. Possui uma guarita.

Atualmente:

Os soteropolitanos e turistas vão ganhar uma nova opção de lazer que combina história e arte. Os fortes de Santa Maria e São Diogo foram revitalizados e serão inaugurados nesta quinta-feira, 12, a partir das 18h, com solenidade no Forte São Diogo, no Porto da Barra, resultado de parceria entre a 6ª Região Militar e a prefeitura de Salvador.

Em setembro de 2014, o Comando da 6ª Região Militar concedeu à prefeitura municipal, por intermédio de termo de cessão de uso de áreas, espaços dentro dos fortes em contrapartida da revitalização dos sítios.

Os fortes permanecem sob a administração do Exército Brasileiro, por intermédio da 6ª Região Militar. Já a gestão dos espaços adaptados (Carybé de Artes, no São Diogo, e Pierre Verger de Fotografia Baiana, Forte de Santa Maria) e a manutenção das instalações dos fortes serão de responsabilidade do município.
[18:44, 27/8/2018] Nina: Interatividade

Além disso, as áreas externas das edificações contarão com bistrô, onde empresas privadas vão oferecer serviços de alimentação. “As características arquitetônicas foram mantidas e a pintura foi reformada”, disse o chefe da seção Comunicação Social da 6ª Região Militar, coronel Emanuel Sales.

Os espaços de arte, 94 metros quadrados, no Santa Maria, e 90 m², no São Diogo, contam com acervo digital com mais de quatro mil fotografias, obras de arte, exposições com óculos virtual, projetores e totens interativos em alta tecnologia.

A visitação nas fortalezas continuará gratuita na área externa das 8h às 22h. Já nos espaços de arte, cedidos à prefeitura, o ingresso custa R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), das 11h às 19h, todos os dias, com exceção das terças-feiras. O ingresso vale para o acesso às duas exposições.

(Fontes: [20:16, 27/8/2018] Nina: http://atarde.uol.com.br/bahia/salvador/noticias/1769880-fortes-santa-maria-e-sao-diogo-reabrem-com-espacos-de-arte
[20:17, 27/8/2018] Nina: http://fortalezas.org/?ct=fortaleza&id_fortaleza=79&muda_idioma=PT)

 

  • -IGREJA DE SANTO ANTÔNIO DA BARRA

 

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Igreja Santo Antônio da Barra: Parte frontal. FONTE: Janayna Almeida

 

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Igreja Santo Antônio da Barra: Exterior. FONTE: Janayna Almeida

A igreja está situada no alto de uma colina, de onde se domina a barra e extensa área da Baía de Todos os Santos. A colina, pouco edificada, está tombada pelo IPHAN como sítio paisagístico (GP-1). O Decreto Municipal nº 4.524 de 01.11.1973 considerou a colina como área non aedificandi (GP-1).
Edifício de notável mérito arquitetônico. A igreja é de nave única com um pseudo corredor do lado esquerdo superposto por tribunas. A fachada apresenta alto frontão triangular e duas torres terminadas em pirâmide, revestidas de azulejos. Nas paredes laterais da nave, pendem seis quadros a óleo alusivos à vida de Santo Antônio. A pintura do teto (1884), de autor desconhecido, refere-se à glorificação do santo. Na sala dos milagres encontra-se ex-votos populares. Dentre a imaginária, destaca-se Santo Antônio em tamanho natural com faixa de oficial do exército.
Esta igreja, embora modificada, representa um interessante testemunho da evolução das igrejas baianas em direção à planta de corredores laterais superpostos por tribunas. Sua planta e fachada se assemelham muito à primitiva igreja de São Bento do Rio, de nave única, embora o corredor lateral ainda não esteja perfeitamente definido como em São Bento. Sua ala esquerda, mais larga que a torre, não é um simples corredor; ela abriga muitas outras funções. Embora no andar superior exista uma circulação ao longo da nave, no andar térreo esta circulação não é possível. A igreja conserva alguns elementos arcaicos, como o acesso ao 1º andar, pelo exterior, e a capela-mor recoberta por abóbada de berço. Sua fachada terminada por frontão clássico flanqueado por torres recobertas por pirâmides azulejadas é do mesmo tipo de São Bento do Rio e da Matriz de Maragogipe (Ba). A presença de três arcos de acesso, à maneira de uma galilé, a tornam particularmente semelhante à igreja carioca.

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Igreja Santo Antônio da Barra: Interior. FONTE: Janayna Almeida

Histórico arquitetônico: 1595/1600 – Solon de Mello Morais, citando os registros dos embargos reais de 1626, afirma que a fundação desta igreja se deu entre os anos de 1595/1600. O padre Antônio Vieira refere-se a ela em informações enviadas ao padre geral da Companhia de Jesus; 1752 – Segundo Luís Viana Filho, teria vindo da África, nesse ano, uma imagem de São José, patrono de uma sociedade de traficantes de escravos, cuja “Irmandade”, espécie de sindicato, funcionava na igreja. Essa imagem, que não mais se encontra no templo, foi consignada em 1946 como existente na sacristia; 1884 – Foi restaurada nesse ano pelo professor F. J. R. Sales, em cumprimento da promessa do devoto Leovídio Carlos Bacelar.

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Igreja Santo Antônio da Barra: Interior. FONTE: Janayna Almeida

 

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